17 de outubro de 2018

EPAMA

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Biodiesel: atenção às obrigações quanto ao controle da qualidade.

Aumento de biodiesel no diesel exige mais atenção para padrões de conformidade, drenagem e limpeza de tanques. As penalidades podem gerar até o fechamento do posto.

Por Denise de Almeida

Desde o ano passado, todo o óleo diesel comercializado no país recebe 7% de biodiesel em sua composição, conforme determinação de medida provisória e resolução da ANP (45/14), que trata do controle de qualidade do combustível.

A fiscalização tem sido atuante nesse sentido e as penalidades podem gerar até o fechamento do posto. Por isso, o Sincopetro tem alertado os donos de postos sobre os padrões de conformidade e aspectos do produto, aconselhando a realização de testes no momento do recebimento e atenção no seu correto armazenamento.

Apesar de não ser possível determinar o seu prazo de validade, como o produto apresenta maior propensão a absorver água e sofre degradação por ação de micro-organismos (veja box), é desaconselhável armazená-lo por períodos acima de três meses sem giro do estoque.

E, para evitar a contaminação por água, é importante que se tenha atenção redobrada na transferência do combustível, na perfeita vedação dos bocais de enchimento, tampas e conexões dos tanques e tubulações, bem como se mantenha o mesmo rigor na rotina de limpeza e drenagem dos tanques, seja para retirar a água de contaminação e/ou aquela oriunda da condensação da umidade do ar.

Drenagem e limpeza de filtros e tanques

Segundo orientações contidas no Manual Técnico do Diesel S-10, divulgado pela Petrobras, a drenagem no tanque de óleo diesel deve ser feita após a medição do nível de água no tanque, em momentos distintos: diariamente, pela manhã; antes e algumas horas depois de receber um novo estoque; após chuvas fortes ou inundações; e, conforme estabelecido no contrato de manutenção preventiva e corretiva. Para tal, basta introduzir a bomba de drenagem pela boca de medição do tanque até o fundo e bombear, coletando o produto em um balde limpo, de capacidade conhecida. Despeje parte desse produto em uma proveta de 1.000 ml para teste de limpidez, transparência, cor e odor (odor diferente pode constatar presença de micro-organismos). Os resultados das drenagens realizadas devem ser registrados, pois o acompanhamento das quantidades de água encontradas permite a identificação de eventuais necessidades de manutenção nos tanques.

Vale lembrar que, assim como os tanques, os filtros devem ser verificados rotineiramente e a troca dos elementos filtrantes deve ser feita conforme a especificação do fabricante. Recomenda-se também que a cada troca dos elementos filtrantes se faça a limpeza de todas as placas e reservatório de filtração.

Já, para os tanques, sua abertura é recomendada a cada dois anos, para remoção de borras e sedimentos. No final da limpeza, o fundo do tanque deverá ficar seco antes de receber o óleo diesel.

Prejuízo causado pela água no óleo diesel

De acordo com Fátima Menezes Bento, especialista em microbiologia do petróleo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a entrada de água nos tanques de óleo diesel pode ocorrer de diferentes maneiras: carregada pelo combustível, pela condensação do ar nas paredes, pelo metabolismo microbiano, pelos respiros, durante a lavagem dos tanques ou ainda pode ser colocada intencionalmente, como lastro. A massa marrom ou preta, conhecida como ‘borra’, entretanto, só surge quando os fungos e bactérias começam a se alimentar de óleo diesel. E eles só crescem e se reproduzem na presença de água. Daí, a importância de manter o combustível livre de água, já que borra causa entupimento de telas, filtros e corrosão.

Fonte:Revista Posto de Observação – Edição 362

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