17 de outubro de 2018

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Como escolher um parceiro para o seu negócio.

Confundir amizade com sociedade, ter objetivos diferentes e não discutir erros e acertos são algumas das falhas mais comuns para quem busca um sócio.

Por Denise de Almeida

Questão recorrente na trajetória de
qualquer empreendedor, eleger um sócio pode parecer um jeito simples de dividir
custos e esforços no negócio. Mas como escolher a pessoa certa?

Antes de tudo, é preciso estudar se
um parceiro é realmente necessário dentro
da empresa. Pois, as sociedades podem ser ótimas quando dão certo, mas quando
dão errado, podem impactar até a vida pessoal de sócios e clientes, e o que
poderia ser uma boa fonte de renda se torna uma bela dor de cabeça.

Depois de decidir que ter um sócio é
um bom caminho, vem a difícil tarefa de escolha do parceiro de negócios. Ter
uma sociedade requer ainda mais comprometimento do que um casamento, segundo
Sandra Fiorentini, consultora jurídica do Sebrae de São Paulo. “Você irá
ver seu sócio o dia inteiro, não só de noite, e durante todo o ano”,
alerta.

Fábio Zugman, autor de livros sobre
empreendedorismo e criatividade, afirma que é preciso analisar com cuidado as
opções. “Tudo que é negociado no começo,
vale a pena. Devemos pensar sobre as possibilidades, discutir possíveis
problemas e só então tomar uma decisão equilibrada”.

Veja, a seguir, os erros mais comuns
de quem busca sócio:

• Escolher um amigo ou parente – Apesar de ser
ótimo trabalhar com amigos, é preciso avaliar o papel que cada um vai
desempenhar na empresa, para que os amigos não virem ex-amigos.

• Confundir sócio com banco –Mais do que ser uma
fonte de capital, o sócio deve contribuir com o modelo de negócio.

• Objetivos diferentes – Quando um quer um grande
e imponente escritório e o outro fica feliz em pagar as contas e passar o fim
de semana na praia, a sociedade pode acabar no meio do caminho. É importante
ter uma conversa franca sobre o que cada um espera e o que cada um está
disposto a contribuir.

• Procurar um salva-vidas da empresa –
Empreendedor e sócio devem se reconhecer como parceiros de trabalho, e não como
solução de todos os problemas que a empresa tem no momento.

• Querer alguém com habilidades parecidas – O
sócio se torna importante quando complementa a atividade: ele deve ser arrojado
se o empreendedor for conservador, ou um técnico se o dono do negócio tiver
perfil de gestor.

• Não discutir erros e acertos – A falta de
reconhecimento de erros e acertos é um pecado que pode comprometer a empresa. Reuniões
semanais para discutir o que foi feito e como os problemas serão solucionados é
uma boa opção.

• Esquecer de olhar os princípios e a ética – O
negócio não dará certo se o empreendedor trabalha de uma certa forma e o sócio
se guia por outros valores. Noções como ética e princípios de trabalho devem
ser as mesmas para ambos. Já pensou se cada um tem uma visão sobre sonegar
impostos, por exemplo?

Fonte – Revista Posto de Observação – Edição 365

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