25 de junho de 2018

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Dias de caos para a revenda de combustíveis

Fiz uma reflexão, como revendedor, da greve dos caminhoneiros e os impactos sentidos na pista. Dias de caos para a revenda de combustíveis. Nunca havia vivenciado um momento como esse, vários dias sem produtos nas bombas e clientes com sede de gasolina, em filas quilométricas.

Os revendedores que mais sentiram este efeito foram, sem dúvida, os dos postos sem bandeira. Postos às moscas, distribuidoras que os atendiam colocavam os preços nas alturas e mesmo assim era pouca a oferta. Revendedores bandeira branca dependentes do transporte CIF, ficaram sem combustível para comercializar, pois a distribuidoras num cenário de risco, optavam por não utilizar caminhões próprios.

Os postos bandeirados também não tiveram vida fácil, principalmente os do interior. Era nítido que alguns revendedores tinham preferência e conseguiam com muito mais velocidade repor seus estoques.

Não foi fácil buscar combustível, digno de um filme policial. Foi necessário solicitar à Prefeitura um ofício de caráter emergencial para compra de combustível ao município. Com posse do documento, era hora de solicitar à Polícia a escolta para buscar o caminhão na refinaria e depois devolvê-lo à cidade de origem. Dependia muito da boa vontade dos órgãos públicos e a grande maioria dos revendedores contou com este apoio.

Quando o combustível chegava ao posto ele era rapidamente consumido, grandes filas se formavam ao redor dos postos, aguardando ansiosamente sua chegada.

Foi uma semana com poucos dias de muita venda e muitos dias com falta de produto, um problema para o fluxo de caixa da empresa. A população estava em pânico com a falta de combustível e este sentimento foi diminuindo a partir da última quinta-feira, com o fim da greve e o retorno dos abastecimentos pelas distribuidoras. No domingo a maioria dos postos já estavam abastecidos e as filas já não existiam.

Após esse cenário de crise, precisamos analisar e entender onde erramos e qual lição tiramos de tudo isso. Temos ainda que adequar o preço de venda do diesel, que na grande maioria dos postos ainda não chegou com preço novo, ou seja, a redução de R$ 0,46, um dos acordos entre caminhoneiros e governo, ainda não foram repassados a todos revendedores. Esta diminuição no valor começou a valer dia 1 de junho e alguns postos estão com estoque de óleo diesel comprados antes desta data, ou seja, com o valor antigo.

O governo jogou a redução para a revenda sem se importar se já possuem o produto com custo reduzidos ou não. O Minaspetro, para nos ajudar com esta questão, publicou uma nota ontem em seu site para auxiliar a revenda em como proceder corretamente após a publicação da Portaria que obriga a redução do diesel nas bombas. Um conteúdo importante e que vale a pena ser lido por todos.

Como revendedor, bandeirado e bandeira branca, deixo aqui alguns aprendizados que tirei destes dias de caos:
– Todos os postos precisam ter contrato com uma transportadora, ou ter pelo menos um caminhão próprio para o transporte dos combustíveis.
– O revendedor bandeira branca precisa ter um vínculo maior com uma ou mais bandeiras. Na hora do aperto, este revendedor tem maior chance de ser atendido. Alguns revendedores bandeira branca ficaram sem receber combustível.
– É importante pensar também na questão social. Ter uma cota de combustível reservada para os serviços essenciais do município, como ambulâncias, bombeiros, polícias. Além de pensar no coletivo e no bem da população, esta ação pode colaborar para que o revendedor consiga apoio do por executivo.

Fonte-Ricardo Pires(04/06/2018)

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