17 de outubro de 2018

EPAMA

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Para refletir: Ter clientes é importante, mas o cliente tem que ser bom.

Sou muito flexível com os meus clientes, mas passado alguns anos, comecei a repensar sobre esta flexibilidade e comecei a me questionar: vale a pena ter tantos clientes? Cheguei à conclusão que não. Tenho que ter um número suficiente de clientes para que consiga atender a todos muito bem e tenho que ter alguns critérios para que possa abrir mão de alguns. Vejam cinco critérios que passarei a adotar à partir de maio deste ano para diminuir os meus clientes no segundo semestre e ter mais tempo para mim. Os meus clientes que serão dispensados já estão sendo avisados ao longo de abril:
– Potencial de pagamento do cliente. O cliente nem precisa ter dinheiro, pode estar numa verdadeira “pindaíba” e com muitas dificuldades no fluxo de caixa, o meu papel é este mesmo, ajuda-lo a sair desta situação, mas se após um mês de trabalho ele não estiver focado em sair desta situação e esperando uma varinha mágica para tudo se resolver, não estará apto a ser o meu cliente. Temos que ter um trabalho em sintonia, ou seja, traçamos as estratégias e trabalhamos com foco no resultado. Se o foco não for no resultado, o meu cliente não está aprovado. Ele tem que desenvolver potencial para ganhar clientes novos, ou seja, não vou investir no futuro de quem não se esforça para ter futuro.
– Um bom relacionamento entre o cliente e eu, ou seja, nada do cliente interferir no meu modelo de trabalho que já deu certo em mais de 110 empresas. Parceria e discussões são bem vindas, mas tomar a frente do projeto determinando de forma desorganizada o que deve ser feito primeiro ou por último sem uma avaliação das interdependências entre uma tarefa e outra, não haverá sinergia de trabalho. Não podemos calcular custos sem antes sabermos quanto se gasta, inverter a ordem por pressão do cliente significa que o trabalho não dará certo. Não podemos definir custos numa reunião de meia hora em gabinete, é preciso aferir com um banco de dados. Não vamos comprometer a qualidade do trabalho pela ansiedade de quem ao longo de alguns anos fez tudo errado e quer resolver tudo em apenas uma reunião.
– Aquele cliente que fica ligando de domingo às 7 horas da manhã ou durante à noite às 22 horas. Exceto em alguns casos emergenciais, não há a necessidade desta ligação. Todo o projeto tem um prazo para ser concluído e etapas para serem cumpridas. Quem está ansioso pelos erros que cometeu no passado e faz pressão para resolver em horários desapropriados, possui uma grande propensão à atropelar etapas e querer me envolver em seus problemas do passado. Vou ajuda-los a resolver problemas, mas para o futuro.
– Clientes que esquecem o que foi combinado, explicado e concluído, mesmo que uma ata tenha sido feita. Este cliente não respeita o nosso trabalho e quando menos esperamos somos cobrados de algo que já havia sido resolvido. Este tipo de cliente num primeiro momento deve-se ter uma reunião para a explicação da seriedade do que foi acordado, mas quando a situação começa a ficar crônica, é um cliente que pode ser dispensado. Este tipo de cliente tende a pedir, fora hora, várias vezes os mesmos tipos de estudos e possuem uma característica própria de fazer pressão que mais atrapalha o projeto do que ajuda.
– Os projetos são feitos em duas vias, a lição de casa do consultor e a lição de casa do cliente. Quando o cliente começa a não fazer a parte dele atrasa o projeto e de repente ele começa a ter “crises” de trabalhos não concluídos, não percebendo que o seu papel também é muito importante para a conclusão do projeto. Este cliente, além de tomar muito tempo da gente e postergar a conclusão de etapas do projeto, não nos fornece subsídios para o progresso do mesmo. Este tipo de cliente é desorganizado e não sabe lidar com trabalho em equipe para resolver o seu problema e prioriza, em muitas vezes, algo que nem seja prioritário.
Comece a planejar o seu modelo de trabalho e também reduzir o seu estresse e ainda aumentar o seu tempo de convívio social e familiar despedindo alguns clientes que não lhe interessam. Parece curioso, mas cansei de ver clientes meus sobrecarregados de trabalhos, cheio de clientes e também cheio de dívidas. Não seria melhor dispensar alguns, cobrar mais caro de outros e levar uma vida mais tranquila? Ainda dá tempo de fazer o ano de 2017 diferente!
Fonte: Edson Oliveira
http://www.consultoriaplanecon.com.br/

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