16 de dezembro de 2018

EPAMA

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Remediação Ambiental em Postos de Combustíveis.

Os postos de combustíveis vêm contribuindo para o processo de contaminação ambiental, sendo que os vazamentos provocam grandes problemas ao meio ambiente, principalmente no que diz respeito à contaminação dos solos e das águas subterrâneas, sociais (imagem da empresa) e econômicos financeiros, visto que, o processo de investigação e remediação ambiental é extremamente oneroso para o estabelecimento e muitas vezes não são subsidiados pelas Bandeiras.
Apesar dos grandes vazamentos acidentais dos referidos produtos provocados pelo envelhecimento de tanques, de tubulações e de acessórios nos locais de armazenamento de combustível serem preocupantes, os pequenos e contínuos vazamentos de combustível constituem fonte fundamental de contaminação.

Com o objetivo de proteger a água subterrânea, os órgãos ambientais exigem a avaliação do passivo ambiental de postos de combustíveis, o monitoramento e a quantificação dos hidrocarbonetos aromáticos no solo, incluindo os compostos BTEX. Se estas quantificações apontarem valores acima dos padrões aceitos pelos órgãos ambientais competentes, faz-se necessária a intervenção e utilização de técnicas de remediação para a correção destes valores, até que novamente estejam dentro dos limites aceitáveis.
As principais técnicas de remediação são: Bombeamento e Tratamento, Extração de Vapores do Solo (SVE), Air sparging, Biosparging, Bioventing, Extração Multifásica, Oxidação e Redução Química, Remoção de Solo Resíduo, Recuperação Fase Livre e a Atenuação Natural Monitorada.
Vamos descrever bem resumidamente o que consiste cada técnica de remediação supramencionada.
Bombeamento e tratamento: é um método tradicional de remediação que consiste no bombeamento da água subterrânea contaminada (fase dissolvida) e da fase livre subsuperficial através de poços de bombeamento para posterior tratamento;
Extração de Vapores do Solo (SVE): é uma tecnologia para a zona não saturada (contaminação em solo), onde aplica-se um vácuo para induzir o fluxo controlado de ar e remover contaminantes voláteis e semi-voláteis do solo;
Air Sparging: é uma tecnologia que introduz ar no aquífero contaminado para produzir borbulhamento na água. As bolhas de ar atravessam o solo, criando uma aeração que remove os contaminantes por volatilização. O Air Sparging deve ser utilizado em conjunto com um sistema de extração de vapores.
Biosparging: é o processo de biorremediação que estimula os microrganismos para a biodegradação dos compostos orgânicos da zona saturada (água subterrânea). A estimulação é por meio de injeção de ar e nutrientes na zona saturada.
Bioventing: é o processo de aeração do solo com a injeção de nutrientes para estimular a atividade biológica do meio com os microrganismos.
Extração Multifásica: combina as técnicas de bioventilação e remoção de massa a vácuo, possibilitando a extração da fase livre, fase vapor, fase dissolvida na matriz do solo e estimulando o processo de biodegradação natural na zona não saturada. A Extração Multi-fásica ocorre por meio da instalação de um sistema de ventilação a vácuo em poços de extração distribuídos na área de interesse, visando criar uma zona de influência do sistema em toda a extensão da pluma de contaminação.
Oxidação Química: processo de introdução no aquífero de um composto químico capaz de oxidar os contaminantes na fase dissolvida (água subterrânea) e na fase adsorvida (solo). Principais oxidantes: Permanganato (injetado como líquido) não requer ativação; Persulfato (injetado como líquido) ativado por calor (45ºC) ou por um catalisador; Peróxido de hidrogênio (injetado como líquido) ativado por um catalisador (e.g. Fentox™); Ozônio (injetado como gás) não requer ativação.
Redução Química: introdução no aqüífero de um composto químico capaz de reduzir os contaminantes na fase dissolvida e na fase adsorvida. Principais redutores: Ferro Zero-Valente (Micro partículas e Nano partículas), Ferro(II) Natural {Pirito (FeS2 gerando Fe2+ por dissociação) e Minerais de hidróxido de ferro (redução de Fe(OH)3)} Manipulado {Através da injeção de Ditionito de Sódio (Na2S2O4) agindo como agente redutor, Ferro (II) criado por processo biológicos} e Bio-Iron (combinação de ferro zero valente e um substrato) {Adventus EHC e EZVI}.
O custo médio para diagnosticar e remediar uma área contaminada é de R$ 300 mil reais, podendo alcançar, em vários casos, valores muito mais altos. O tempo para se remediar nestes casos varia, em média, de dois a quatro anos. No Brasil, os locais mais afetados pela contaminação encontram-se no Estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Capital, na cidade de Ribeirão Preto, e em Campinas e seu entorno.
Para saber mais entre em contato conosco:
http:/www.oliveiralimaambiental.com.br
Denise Oliveira é Engenheira Ambiental, pós graduada em Gerenciamento de Áreas Contaminadas e Diretora Técnica da Oliveira Lima Ambiental.

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