16 de agosto de 2018

EPAMA

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Rendimento do Etanos é maior que 70%, aponta estudo.

TESTES COMPROVAM QUE ESSA MARCA JÁ FOI SUPERADA E QUE PODE CHEGAR ATÉ 75%, DEPENDENDO DE ALGUMAS VARIÁVEIS.

Desde que os automóveis flex conquistaram a preferência nacional, os motoristas estão acostumados a fazer uma conta na hora de abastecer para escolher o combustível mais econômico. Se o preço do etanol na bomba for equivalente a até 70% do preço da gasolina, então vale a pena abastecer com etanol. Mas, essa fórmula, que foi criada antes até do surgimento dos veículos flex, em 2003, quando as montadoras ainda consideravam o limite de 22% de etanol na gasolina para calibrar os motores, mudou.

“O percentual de etanol na gasolina aumentou para 27% e os motores evoluíram, são mais tecnológicos. Por isso, já sabíamos que essa relação de 70% era maior, mas precisávamos comprovar por meio de estudos”, disse o professor Renato Romio, chefe da Divisão de Motores e Veículos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), durante a apresentação dos resultados da Análise Estatística de Desempenho e Performance de Combustíveis, em outubro.

O estudo do IMT, que contou com o apoio da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), acompanhou a relação média de performance entre o etanol e a gasolina em veículos de diferentes categorias, durante os meses de janeiro a julho deste ano. Nos testes em circuitos fechados, os veículos fizeram rodagens urbanas em torno de 27 km e rodoviárias de 30 km, repetindo 15 vezes o trajeto. A conclusão do estudo revela que o desempenho médio do etanol é superior a 70%, podendo atingir mais que 75%.

“Se o motorista quiser economizar e fizer a conta de 70%, estará perdendo dinheiro.

A conta certa é de 72,5%, em média, até 75,4%”, diz Romio. Em uma análise dos números de consumo para os mesmos modelos no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o estudo detectou que a relação média entre etanol e gasolina, com base no padrão do Inmetro, foi menor, de 66,7% a 72,1%. “Na etiquetagem, ainda se usa a gasolina padrão com 22% de etanol. Se fosse a gasolina com 27% de etanol, o resultado seria de 71,6%”, disse.

No entanto, o estudo também comprovou que diversos fatores influenciam no rendimento do combustível utilizado no veículo, como o modo de dirigir, as condições de tráfego, a temperatura ambiente, o estado dos pneus e das vias. “Aquele que pisa muito no acelerador, por exemplo, o famoso ‘pé de chumbo’, gastará mais combustível.

Mas, se estiver usando etanol terá uma vantagem, porque em cargas altas, este combustível é mais econômico que a gasolina”, disse o professor.

Por isso, ele alerta que outras características de funcionamento dos motores também devem ser levadas em conta, já que o fato de o motor ser mais exigido em alguns percursos – mais até do que no circuito utilizado nos testes de laboratório – pode alterar os resultados. “Queremos transmitir no estudo que o seu carro, da forma como você dirige, no trajeto está acostumado, provavelmente, já tenha superado a relação de 70% do rendimento do etanol sobre a gasolina”, disse.

Fonte: Revista Posto de Observação – Edição 374

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