28 de maio de 2018

EPAMA

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A crise como oportunidade.

O que fazer diante da atual conjuntura do país? Especialistas garantem que cruzar os braços e esperar para ver o que acontece não é o caminho.

Por Denise de Almeida

Crise na economia, crise na política, alta do dólar, diminuição no consumo e aumento de preços são apenas alguns dos fatores que têm gerado um alto custo para o empresariado brasileiro, a ponto de muitos duvidarem da própria capacidade de lidar com tudo isso. O que fazer, então, diante da atual conjuntura?

Especialistas entrevistados pela Revista PO são unânimes em dizer que paralisar as atividades, cruzar os braços e esperar para ver o que acontece não é o caminho.

O consultor independente Antonio Augusto Foschini ensina que, em primeiro lugar, é preciso eliminar imediatamente a perda de motivação e o abalo do espírito empreendedor. “As políticas econômicas e financeiras do governo sempre existiram e muitos empreendedores, com a experiência que adquiriram, hoje são mais capazes de tomar as melhores decisões”, diz. “A crença na capacidade de lidar com as adversidades é a renovação das energias para superá-las”, sentencia.

Da mesma opinião, Thiago Liberman Trajano, consultor do Sebrae-SP, afirma que a crise não é privilégio de alguns setores; veio para todos. Mas alerta: “atenção, porque a queda na receita de uma empresa pode não ser, necessariamente, reflexo da retração na economia”. Ele ressalta que o revendedor deve ter a clareza para avaliar se o problema está mesmo no mercado; e, nesse caso, os concorrentes devem ser a sua melhor referência. O que eles estão fazendo? Estão parados? Ou estão procurando inovar?

Os consultores concordam que focar no controle e planejamento, manter-se sólido e independente e explicar aos colaboradores a real situação da empresa são apenas alguns dos fatores que poderão ajudá-lo a enfrentar esse momento difícil. Acompanhar as mudanças do mercado, investir em novas tecnologias e profissionalizar a gestão também são pontos que devem ser considerados em todos os momentos, independentemente da crise.

Em qualquer situação, o ponto focal dos revendedores, na opinião de ambos, deve ser o cliente. “É o comportamento dele que nos diz qual serviço é importante, quais produtos lhe são úteis, como se sente mais confortável no nosso ambiente”, diz Foschini.

O consultor do Sebrae, por sua vez, assegura que o que melhor fideliza o cliente não é o preço, e sim a qualidade do que lhe é oferecido. “Se o consumidor estiver apenas atrás de preço, ele muda facilmente de posto. O diferencial não pode estar apenas no preço”, garante.

E mais: deixar de oferecer facilidades, como, por exemplo, extinguir a possibilidade de pagamento em cartão de crédito/débito como forma de cortar custos, alegando as altas taxas, é inviável, na opinião dos consultores.

Mas como gerar, então, a necessária oportunidade diante da crise? Para o consultor do Sebrae oferecer atendimento personalizado é mostrar acolhimento e atenção, e prepara o terreno para a demonstração do serviço/produto que o estabelecimento quer ofertar. E Foschini complementa: “uma empresa que não estuda os hábitos de consumo de seus clientes despreza aquilo que é o mais importante: o próprio cliente”.

Assim, mais do que lamentar-se, vá para a pista. Descubra o que o seu cliente precisa, o que faz com que ele queira voltar ao seu posto. E aja!

Quanto às demissões em massa, as altas taxas dos cartões, a irredutibilidade das distribuidoras na hora do pagamento do produto, os consultores afirmam que a grande ferramenta do revendedor é aliar-se ao seu sindicato. “Esse é um momento transitório. Apesar de tudo, o Brasil é um país com ótimas condições de melhoria de qualidade de vida”, aposta o consultor do Sebrae. “E, para garantir condições econômicas favoráveis, precisamos aprender a reivindicar os nossos interesses”, encerra.

Fonte: Posto de Observação – Edição 354

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