19 de abril de 2024

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Aplicativos de volta ao radar.

Aplicativos de volta ao radar. Não é de hoje que o Minaspetro vem alertando os revendedores sobre os riscos dos aplicativos de fidelidade de pagamento das companhias. Muito pelo contrário: Cadu, nosso ex-presidente e meu antecessor, foi quem iniciou os embates com os sistemas de pagamento. Como vocês sabem, ele é um empresário corajoso e nunca se furtou a entrar em desavenças com os gigantes do setor. À época, os apps estavam começando a se consolidar, e já podíamos prever os problemas: falta de estabilidade do sistema, cobrança de taxas injustificadas e falta de compartilhamento de dados dos nossos clientes eram as principais queixas dos revendedores. A combatividade institucional do Minaspetro pôde ser ilustrada com os inúmeros conteúdos que foram produzidos sobre os aplicativos, todos eles extremamente contrários a como a parceria estava se desenhando com os revendedores. Ainda hoje é lembrada a capa de uma Revista Minaspetro em que uma pessoa simplesmente joga um telefone com o Ame (app de pagamento da então BR Distribuidora) no lixo. Isso mostra que o Minaspetro tem se antecipado aos problemas, principalmente observando o desfecho do Ame, com a falência das Lojas Americanas e os problemas encontrados ao longo dos anos. Agora, a batalha vai se intensificar. A maneira como os apps estão entrando no dia a dia do posto é preocupante. Além dos problemas mencionados, percebemos que as companhias estão à beira de começar a operar o posto: sabem os nossos preços de compra, qual bomba vende mais e qual vende menos, o horário de maior movimento, qual combustível tem melhores resultados, e, ainda, sugere o preço de venda. Ora, dessa forma, em médio prazo, os postos começarão a ser operados por robôs. Se o empresário não tem a liberdade de colocar o preço no seu produto, de calcular a sua margem, de estipular valor por seu trabalho, para onde o mercado está caminhando? Seremos meramente instrumentos da distribuidora, um intermediário sem protagonismo do próprio negócio? E agora é o momento em que as distribuidoras tentam colocar o app como uma opção viável. Quem está com o contrato para vencer já percebeu que elas têm inserido a adesão ao app na assinatura do plano de marketing. Será uma arapuca? É claro que temos revendedores que têm trabalhado bem com os apps, registrando bom aumento de volume, contudo os riscos mencionados aqui precisam ser levados em conta. Podem ir se acostumando com o tema porque novidades relevantes estão vindo por aí. O assunto está mais vívido do que nunca, e muitos profissionais do Minaspetro estão debruçados sobre a pauta, para buscarmos soluções que sejam justas para o revendedor e que assegurem um mercado mais competitivo e com um relacionamento saudável entre companhias e empresários varejistas.  
FONTE:REVISTA MINASPETRO N 159 março 2023

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